O que está te comendo?

E como não notar que situações corriqueiras são capazes de nos engolir? O que nos “come” diariamente sem percebermos? A metáfora usada hoje é o alimentar-se. Constantemente escolhemos o que ingerir, seja ele doce, salgado, leve, pesado, refrescante, quente, estamos constantemente decidindo o que vamos colocar para dentro. 
Um ditado budista diz o que seguinte: “A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; O que você sente, você atrai; O que você acredita, torna-se realidade”.O que você permite entrar, será consequência do que você vibrará. São muitos os alimentos que consetimos entrar. Vamos olhar com cuidado. 
Têm momentos que engolimos raiva, engolimos tristeza, engolimos dor, engolimos extrema felicidade, engolimos expectativas, decepções, medos, frustrações, engolimos o tempo todo. Até aqueles que dizem: “Não engulo nada. Falo mesmo!” Nada mais são do que pessoas que permitiram algo entrar, passou pelo sistema digestivo e ao cair mal, foi devolvido. O vômito é resquício de um mal estar, nem sempre alivia. Assim como a indigestão não é algo bom de se sentir.
Como identificar os limites de cada alimento que se candidata a entrar? Como elaborar, discriminar e decidir por quais alimentos você não sentirá nem o cheiro? Qual o tamanho do seu prato e quantas garfadas você é capaz de dar em uma única refeição?
A percepção humana pode ser muito extensa. Olhar atentamente antes de ir logo enfiado para dentro. Sentir seu corpo profundamente. Seu coração, a velocidade da respiração. Esses são aspectos, indícios se aquele alimento deverá entrar ou não. Vômitos não resolvem, deixam o mal estar presente. A fome também não resolve. Mas a percepção do corpo, o cuidado com a sua própria casa sim. Têm horas que a privação é o melhor remédio, tem horas que você precisa se saciar. O respeito com você é sem duvida o melhor caminho para comer bem. Aí você decide: O que você vai comer? ou O que é que vai te comer?
Têm momentos na vida que precisamos de voracidade, e aí tudo entra e a satisfação é plena. Enriquece, você se sente realmente bem. Mas existem situações em que apenas um grão pesa muito. Como reconhecer o que está nos comendo? Como encarar esse monstro que simplesmente entra e ocupa uma parte significativa da sua existência? Essa dieta psiquíca é fundamental. Quando digo dieta, falo da necessidade da escolha real, da escolha mais profunda, das suas necessidades mais verdadeiras. Quando começamos a compreender e reconhecer a existência de alimentos que nos preenche,  saberemos em quais ambientes poderemos encontrar. Nesse momento, a refeição está por sua conta. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s