Felicidade: uma busca em mim

Quem sou eu? O que faço nessa relação? Por que tenho escolhido me deixar maltratar? Quando vou conseguir ser feliz de verdade? Por que não consigo encontrar alguém que me ame? Questões como essa são rotineiras. 
Vivemos em uma era onde modelos pré concebidos de relacionamentos estão a torto e a direito em nossas vidas como regras pré determinadas que devem ser seguidas. Recentemente um casal, muito adorado pela mídia, rompeu seus laços e com isso romperam socialmente a imagem de um casamento de príncipe e princesa. O mais óbvio era a necessidade de se ter um vilão, no caso uma vilã. Repercussão nacional. Ninguém ousou questionar que aquele relacionamento já não ia mais tão bem, ou que a atitude de quem trai não é com relação ao parceiro mas a si mesmo. Nenhum questionamento foi possível, afinal existia uma vilã.
Historicamente muitos casamentos acabaram assim e tiveram impacto socialmente. O incrível é que muitas pessoas se permitiram repensar suas próprias relações. Perguntas vieram à tona e a mais frequente : Será que existe a felicidade no casamento?
Que felicidade é essa que tanto procuramos? Existe essa condição estável e plena? Penso que vivemos momentos de alegria e de felicidade que ficam na memória, mas o que se mantém é o desejo da plenitude permanente. A meu ver, a felicidade está no encontro com a alma. Isso parece tão subjetivo e distante mas, não seria a felicidade concreta, depositada em algo ou alguém um erro fadado ao fracasso? 
Linda S. Leonard em “No caminho para as núpcias” diz:
“Ter relacionamento pleno e saudável com outra pessoa exige que eu mesma seja pleno e saudável” 
Como exigir da vida que a minha felicidade venha da relação com o outro se não consigo entrar em contato com que sou e conseguir ser em mim? O processo de terapia term como propósito o contato com o interior. É como entrar num rio com o objetivo de ir até a nascente. Não é um processo linear, exige tempo, paciência e respeito. É seguir seu fluxo, enfrentando obstáculos naturais e pacientemente lidar com os sentimentos que surgirão. É entrar no rio e olhar adiante com a única certeza que aquele caminho levará a sua fonte inesgotável do ser. É o tempo da energia voltar para o interior. 
Os momentos ficam na memória e muitas pessoas deprimem por viverem nostalgicamente. Encontrar em si a felicidade, é encontrar a paz interior e refleti-la na vida. Como eu lido com aquilo que a vida me apresenta é que me dá a chance de viver bem. Mais uma vez, precisamos eliminar a ideia que alguém nos traga p necessário para a felicidade. Ilusão que nos persegue e alimenta a ideia de que nosso parceiro precisa fazer por nós mais do que nós a nós mesmos. Pensar na felicidade como algo depositado no outro é esperar que a felicidade chegue até mim. Entrar em contato com o interior é perceber felicidade em  mim. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s