Ciclo Vital. A fase adolescente na família

Como mencionado no texto anterior, esse mês falarei da fase adolescente. Uso o livro de Ceneide de Oliveira Cerveny e Cristina Mercadante Esper Berthoud “Visitando a família ao longo do ciclo vital”.

A fase adolescente não é caracterizada puramente com a entrada dos filhos na adolescência. Cerveny  criou um conceito que qualifica todo o sistema familiar como a fase adolescente. Assim como os filhos passam da fase da infância para adolescência, os pais transitam da fase jovem adulto para a adulto maduro, o que os carcaterizam adultescentes.

O sistema familiar passa, de acordo com a autora, pelo alinhamento de crises evolutivas, que são as transições citadas acima somadas à terceira geração, ou seja, os avós entrando na velhice. Nesse período, a família passa por dois processos, o que Berthoud diz ser: reajustando as lentes: reconfigurando as relações pais/filhos e vivendo novo ritmo na vida em família.

No momento em que surge a necessidade de reconfigurar as relações,  pode gerar aos pais sentimentos de decepção, dúvida e culpa. Com a entrada dos filhos nessa nova fase é esperado dos pais que revejam os padrões de educação que receberam de suas famílias de origem e avaliem qual a melhor forma de educá-los. Algumas estratégias que podem ser usadas são: adaptando-se ao filho, compartilhando, depositando confiança, buscando orientação, dando limites e dialogando.

O adaptar-se ao filho é poder atualizar-se aos novos modelos de educação. Para isso, se os pais conseguirem junto ao adolescente rever seus padrões, podem através da convivência com os amigos, cuidando de longe e sem pânico, compartilhar as novas experiências, o que permite aos pais depositarem confiança em seus filhos e orientá-los, dar limite e, acima de tudo, conseguir o diálogo saudável. O diálogo passa a ser, ao meu ver, a fonte de alimento dessa relação, pois dá aos pais subsídios para orientação e conhecimento desse novo adolescente.

No entanto, é de extrema importância que os pais estejam abertos a repensarem seus padrões de educação e reavaliarem a forma como podem cuidar desses novos filhos. Assim facilitará, consequentemente, a passagem para a fase do adulto maduro, visto que, adquiriram a condição de reorganizarem suas vidas. Para o casal, é de muita importância que consiga o diálogo entre si pois, os filhos necessitarão de novos pais, sendo necessário o refazimento de seus acordos.

No processo vivendo novo ritmo na vida em família, vai depender de como o casal vivenciou as fases anteriores, a de namoro e a fase de aquisição – texto anterior. Se foram um casal flexível, provavelmente passarão por essa etapa de forma mais tranquila, uma vez que conseguiram em outros momentos refazer seus acordos. Caso contrário, poderão passar por uma crise conjugal, já que terão maiores dificuldades de entrarem em um acordo, ainda mais se um dos cônjuges for excessivamente flexível e o outro rígido.

Sendo assim, finalizo o texto dizendo da importância do diálogo e do respeito às diferenças, pois, tanto os filhos quanto os pais entrarão em um novo lugar. A família assumirá novos papéis,  padrões de comportamento e novas visões em um mundo onde as novidades são dinâmicas e exigem do indivíduo habilidade para pensar e adaptar-se.

Até a próxima fase!

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