Pais em crise, filhos em crise?

Quantas famílias não entram em crise e percebem em seus filhos alguma mudança de comportamento? Muitos casais que entram no processo de separação, ou que ainda nem conversaram sobre o assunto, mas que pensam sobre, são impactados com a mudança de comportamento de suas crianças.
Como isso acontece? Muitos adultos devem se lembrar de suas infâncias, o quanto sabiam quando determinado comportamento do pai ou da mãe geraria uma briga, uma discussão. Essa sensação anterior já faz a criança se proteger, algumas se escondem, outras adoecem, outras se comportam de alguma forma diferente do convencional para disfocar a atenção de um dos pais, evitando assim o conflito entre o casal.
Sendo assim, muitas acabam realmante adoecendo fisicamente, ou ocorre um adoecimento social. Começam a apresentar problemas relacionais, educacionais, comportamentais e que de alguma forma preocupam os pais, que muitas vezes se unem para ajudar seu filho. Isso pode gerar mais angústia na criança, pois ela terá a crença de que doente manterá a sua família unida. Essa família passa a funcionar patologicamente, necessitanto assim da ajuda de um profissional para orientá-los como lidar com o filho e ajudar a criança a elaborar a crise familiar. No caso de uma separação, entender que é o subsisistema conjugal que irá se separar, mas que o subsistema parental se manterá.
Uma crise é sempre algo difícil de lidar, pois envolve sentimentos diversos entre o casal e isso se reflete para toda a família, ou seja, os filhos percebem e tentam a todo custo trazer a harmonia antes vivenciada.
Uma forma de apresentar o problema para seus filhos é dizer a verdade dentro dos limites da criança, ou seja, dentro dos limites que a idade e a curiosidade de seu filho lhe mostrar. Dizer que o papai e a mamãe vão continuar amando e cuidando dele, mas que cada um vai viver em uma casa diferente e que sempre estarão perto, apoiando e participando de sua vida. Se a criança ficar com a mãe, deixar claro que o papai irá vê-la com a frequência x. Essa frequência será determinada pelo casal, ou pelo juíz da vara de família. É de extrema importância que a criança saiba que discussões, discordâncias fazem parte da vida, mas que não precisam conviver com alguém onde as brigas imperam. 
No entanto, o mais importante para que a crise entre os pais não vire uma crise com os filhos é poder proporcionar um ambiente de acolhimento, seguraça e confiança na relação familiar.

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