Convivendo com o Luto

A morte é o que se tem de mais certo, mas não podemos dizer que somente a morte do corpo físico nos faz vivenciar o luto. 
Perder alguém que nos foi caro, perder para vida ou para morte nos leva a sentimentos de solidão, vazio, tristeza e muitas vezes à depressão. Mas será que o luto é algo puramente ruim? Se olharmos pelo viés da morte, perder alguém que amamos é sim algo ruim, triste e que somente o tempo irá apaziguar a dor interior. Perder é difícil, suportar a dor da ausência, da saudade é ainda mais doloroso, mas como olhar para esse fim? 
Atualmente temos nos deparado com algumas publicações espíritas na mídia. A globo retratou na novela das seis “Escrito na Estrelas” uma visão pós morte, Chico Xavier no cinema com a comunicação com um mundo, que na visão espírita, não acaba com a morte do corpo físico. Por fim, o último lançamento do cinema brasileiro com o filme Nosso Lar que bateu recorde de bilheteria. Será que a população está sentindo falta de uma visão mais explicativa da vida a pós a morte? Pode-se dizer que sim.
Olhando pelo viés da vida, perder algo que parecia tão estável e seguro pode ser um grande impulso de mudança de vida. Perder um emprego, um casamento, para algumas pessoas é a mola propulsora para obter uma nova forma de viver e olhar a vida. A perda, quando positiva, trás uma nova chance de fazer algo diferente, re-significar e perceber o tamanho de sua força, os seus limites, descobrir potenciais e principalmente entrar em contato com a trasnformação. Seja através do sofrimento da perda ou pela opção de mudar, pode ser positivo para muitas pessoas. 
A dor, o sofrimento é para algumas pessoas paralisante e para muitas outras a chance de dar uma volta por cima. Se olharmos nossas vidas como um processo de desenvolvimento físico, psíquico e espiritual podemos passar por todos os obstáculos naturais da vida com o olhar da possibilidade de crescimento.  Ir além, ir adiante, sofrer no momento que precisar sofrer, e saber seguir no dia seguinte. 
Chorar por que perdeu um filho, um amor, uma mãe, um pai, irmão, emprego, e qualquer coisa que tenha valor para você é natural. É de extrema importância vivenciar o luto. Mas, no momento em que a dor o faz ficar estagnado pode ser o início da morte de seu próprio processo de desenvolvimento. Saber e querer sair dessa condição é base para passar pela luto e continuar vivendo. 

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