Mulher contemporânea

Hoje em dia encontramos casais que entram no dilema atual de independência. A crença da possibilidade de independência cai a partir do momento que percebemos o quanto dependentes somos. Se tudo está interligado, se vivemos numa sociedade onde temos pessoas que trabalham para manter a ordem, precisamos umas das outras. Como viveríamos sem os governantes, empresários, garis, lixeiros, médicos? O conflito acontece no âmbito da ilusória independência.
Alguns homens encontram-se perdidos por não saberem lidar com as mulheres atuais. Mulheres que trabalham, que casam ou não, escolhem serem mães sem nem sequer precisar de um marido. Homens que olham para a mulher como uma competidora e acreditam que precisam preservar a liberdade da sua vida financeira e pessoal. Quantas mulheres ouvimos reclamar das noitadas do namorado, marido? Quantos homens ouvimos reclamar da dureza e da possessividade? Tudo parece tão fora do lugar e onde está o problema? Quantas mulheres correm e se esgotam por terem a crença de que precisam dar conta de tudo? Quantas se escondem atrás de uma fortaleza? Dessa forma a fragilidade não pode mais fazer parte do universo feminino. Aparece então a queixa da falta de compreensão e companheirismo do parceiro. Onde está aquele homem que protegia?
A partir do momento que a mulher não dá espaço para o homem aparecer ele falhará, pois entrarão ambos em uma competição. A mulher agirá como independente e o homem naturalmente de forma omissa, o que em muitas vezes é alvo de reclamação de muitas mulheres. E no instante em que o homem não permite a fragilidade da companheira, ele passa a cobrar uma mulher perfeita não só nas atitudes como também fisicamente, além de ter que se manter forte diante das diversas situações.
Muito se perde na relação quando a mulher se deixa levar pela intransigência e por uma falsa ideia de ser dona de si mesma. Falsa porque está ligada ao concreto. A conexão com a essência, com a alma, se perde a partir do momento que precisa crer na capacidade de dar conta de tudo e todos. O homem passa agir com distanciamento, esquecendo da função da proteção. Enquanto a mulher acolhe, o homem assegura. Se os papéis se perdem, tudo se perde.
E nas relações homoafetivas, não é diferente. Sempre haverá aquele que atua na sua função feminina que acolhe, que cuida, e o outro na função masculina, que protege e assegura. Psiquicamente temos em todas as relações as funções atuantes, a feminina e a masculina.
É importante que nas diversas situações as pessoas aprendam a respeitar seus limites, a perceber suas qualidades, suas capacidades, potencialidades, seus defeitos; aprendam a esperar menos do outro e a estar na relação mais próxima da sua forma de ser. Que faça pelo parceiro aquilo que não só agrade ao outro, mas também a si mesmo. Que aprendam a conviver com as diferenças sem tem que mudar aquilo que para o outro é essência. O relacionamento deve se basear na conjugalidade, não naquela que limita a liberdade, mas sim naquela que entra na comunhão do casal.

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